Lia ajudava Pedro a transferir os ácidos recém chegados no laboratório para os tubos de ensaio. Já na quinta substância, ela se distraiu e derramou ácido fluorantimônico em seu braço. A dor foi excruciante, a pele de Lia incendiava e o esposo gritava horrorizado.
Eram 8:45h, Lia acordava sobressaltada com o pesadelo que acabara de ter. Ao virar-se para o lado, avistava Pedro e as lembranças da noite anterior começavam a surgir na mente ainda atormentada pelo devaneio. O casamento de 15 anos terminara e essa seria a última noite em que dividiriam o teto. No momento exato em que a realidade a consumiu, desejou que o ácido de fato lhe houvesse corroído. Até as entranhas.

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