A história é sempre a mesma: uma pessoa brilhante conhece um psicopata medíocre. Eles começam a se relacionar no mais perfeito dos mundos possíveis, cada um tentando impressionar o outro à sua maneira.
O medíocre se apaixona perdidamente pelo brilhante. Promete o mundo, faz com que o outro se sinta único e, quando menos se espera, começa a cercear suas liberdades.
Nesse exato momento existe um psicopata ao seu lado. Observe a quantidade de escravos sentimentais ao redor, respondendo mensagens no celular, enviando fotos no WhattsAp ou simplesmente atendendo ligações ameaçadoras.
O medo da solidão é exatamente o que prende duas pessoas fragilizadas. A sôfrega noção de estar sozinho no mundo é o que faz o homem se associar aos demais. E para ter uma companhia, mesmo que desprezível, algumas pessoas são capazes de chegar ao limite da subordinação.
Mas um dia o iluminado cansa de rastejar pelo medíocre. A dor da separação é imensa, mas a recompensa é simplesmente a redenção.

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