Um dia li uma frase que definia a vida como sendo um eterno rasgar-se e remendar-se. Nela, o poeta nos alertava para o fato de que a exigência maior dessa aventura é que sejamos fortes. Apenas hoje vivencio o peso desse desafio.
Na tarde de ontem, eu me preparava para ir à casa de um amigo recém operado, na intenção de levar um pouco de alegria e força para ele. Quando finalmente alcançava a porta, na certeza de que ficaríamos juntos até o período noturno, meu telefone tocou. Atendi pensando que era ele, mas infelizmente era a notícia mais indócil de todas: o falecimento de minha avó.
Perdi a força nas pernas, sentei-me no sofá e mandei uma mensagem para esse amigo, explicando os motivos pelos quais eu não estaria com ele hoje. Ali, revelou-se o mistério da vida: ele, que anteriormente parecia o potencial receptor da minha ajuda, se tornava o grande apoiador da minha queda. Recebi cada palavra como o gesto de carinho mais perfeito do mundo e como a lição de toda uma vida.
Hoje revelo aquilo que muitos já sabem, porém poucos colocam em prática: é necessário doar-se à humanidade. Por mais que o mundo tente frustrar seus sonhos e a fé na sociedade, dê o melhor de si a cada pessoa que passa pela sua vida. O dia de amanhã é incerto, mas o poder do amor, não.

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