terça-feira, 29 de novembro de 2011

Desamor


Ela estava sentada à beira da calçada quando um transeunte interrompeu:

-Por quem choras?

Aquele rosto esquálido, desconhecido, irrompia o silêncio e ousava questionar aquilo que todos queriam saber, mas jamais ousavam perguntar. Então sem hesitar, respondeu:

-Eu choro a dor que ainda não senti.

Simples assim, há quem se fere pelo que a vida ainda não pôde dar.

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