
Ela estava sentada à beira da calçada quando um transeunte interrompeu:
-Por quem choras?
Aquele rosto esquálido, desconhecido, irrompia o silêncio e ousava questionar aquilo que todos queriam saber, mas jamais ousavam perguntar. Então sem hesitar, respondeu:
-Eu choro a dor que ainda não senti.
Simples assim, há quem se fere pelo que a vida ainda não pôde dar.
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