domingo, 23 de maio de 2010

Estrela Cadente


Sob a luz do céu estrelado
Minh´alma encontrou a tua
E a lua foi testemunha
Daquele amor que se perdeu na poeira do tempo
Aqui estou, lembrando do teu sorriso infantil
E das palavras traiçoeiras que proferistes
Das maldades travestidas de esperança
Que friamente ifligistes ao meu pobre espírito
Beijando a minha fronte
Apontastes para o firmamento
Prometendo-me aquela estrela a decair
Toma, ela é tua! E, com ela, tudo que desejares
Foi o que me dissestes sorrindo, lembras?
Não, certamente não te lembras
Pois tua memória me parece tão volúvel quanto teu coração!
Mas me recordo perfeitamente de não ter desejado impérios ou virtudes
Ali, sob a unção do luar, somente o teu amor evoquei
Pois me pareceu mais crucial que a própria vida!
E hoje, na ausência do teu corpo
Sentindo o frio deste céu cinzento
Não há mais lua, estrelas
Ou qualquer razão pra acreditar em amores perfeitos
Desejo apenas viver,
Sem sonhos diáfanos ou perspectivas futuras
Levando em cada gesto a ternura daquele momento
Karen Fontenele

Nenhum comentário: