Na sessão de massoterapia de hoje, ouvi uma história fantástica. Minha massoterapeuta ouviu de outra paciente e me contou, espero que aproveitem. Acreditem, é real!
Uma mulher fazia anualmente uma procissão até a festa de Água Suja, distante cerca de 100 quilômetros da cidade onde morava. Nesse percurso, seu cachorro de estimação lhe acompanhava sempre. Companheiro leal, ia e voltava com a mulher, fizesse chuva ou sol. Após alguns anos, cansada do cachorro, a mulher desalmada resolve levá-lo e abandoná-lo na cidade. Estava cansada de cuidar dele e não hesitou em partir. Voltando para casa, sua filha lhe perguntou o que tinha ocorrido e ela relatou friamente. Alguns dias depois, para surpresa de todos, a mulher abre a porta de casa e se depara com o cachorro, esquálido, cheio de doenças e faminto. Ele havia voltado para casa sozinho, entregue à sorte e aos perigos da estrada. A filha, pegou-lhe no colo e providenciou todos os cuidados necessários. A mulher o aceitou novamente em seu lar, mas não demonstrava arrependimento. O cãozinho, como muitos outros fazem com quem lhes maltratam, continuou procurando o colo de sua dona, como se nada houvesse acontecido.
Essa história mexeu muito comigo e gostaria que vocês também refletissem com ela. A nossa frieza e irracionalidade muitas vezes nos deixam cegos, fazendo com que deixemos para trás o que há de mais importante em nossas vidas. Seja um amigo, um parente, um amor...
As nossas escolhas acabam por constituir aquilo que somos, por isso é necessário pensar muito antes de abrir mão de algo ou de alguém. Nem todo mundo tem a capacidade de perdoar. Poucos são os que voltam a bater em nossas portas para ouvir o perdão que deveríamos ter proferido. O amor próprio é exatamente aquilo que nos diferencia. Irracional é repetir os erros de sempre e acreditar que sempre haverá alguém do nosso lado. A solidão é o troféu merecido àqueles que subestimam o valor alheio, seja por egoísmo ou vontade de poder. Pessoas assim estão fadadas a chegar em casa e não encontrar um lugar a mesa, ou receber um presente no Natal, uma ligação durante a semana ou um simples bom dia.
By Karen Fontenele
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