terça-feira, 14 de abril de 2009

Poesia ao vento


Quero ser abduzida
Desta jaula de insanos
Repousar no firmamento,
Fazer parte dos teus planos

Quem é que se sabe,
Se nunca se viu?
Espectro obscuro no espelho, inundado de razões vãs
Morte, silente e gélida
És a única certeza desse poeta

Que nem mesmo se identifica
Ou se posta ao gênero
Prefere ser sujeito oculto,
Quem sabe... ausente?

Vítima de sua condição
Filha da passividade
Pois, por maiores que sejam suas ações
Será silenciado pela lápide da existência em sua efemeridade.


Autoria: Karen Fontenele (Assim como todos os outros textos do blog)

2 comentários:

Christofer Barea disse...

Por favor, Karen, continua escrevendo pro blog, não para não!

the braves disse...

uau .. parece letra das bandas goticas mto bem escrito