Vem, caminha depressaSai por essa porta sem olhar para trás
Deixa na sala somente o meu espírito irrequieto
Junto às sombras deste amor primaveril
Que hoje se dissipa como folhas de outono
Deixa também a tua tristeza
Já que a dor se revela a maior de todas as amantes
Envolvendo-me no silêncio da madrugada
Sussurrando em meu peito o que poderíamos ter vivido
Mas por Deus eu lhe peço: Levai estes versos!
Pois são a comprovação da minha debilidade sentimental
Vai em silêncio
Pois tua voz é miragem
A induzir-me gradativamente ao abismo
Pois mesmo que aqui estejais
Jamais serás meu em sua totalidade
E eu, que a ti, sem temor, me entreguei
Peço apenas que me deixais
Já que prefiro a morte solitária
À vida edificada sobre falsas promessas
Karen Fontenele
2 comentários:
Minha jornalista e POETA preferida. E tenho dito!
nossa mto profundo garota vc tem um potencial mto forte nao dexe de se expressar nunca gostei mto do seu blog
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