
Poucas coisas no mundo me despertam maior interesse que a Filosofia e somente hoje me atentei ao fato de que não tenho lhe dado devido espaço neste blog. Ora, se o intuito máximo seria comunicosofar, que o façamos!
São inúmeros os mestres que se dedicaram à “philosophia”, ao verdadeiro amor à sabedoria e dentre eles, opto começar por Sócrates e Nietzsche. A priori vale ressaltar que tal esboço é despretensioso no que tange às formulações acadêmicas, pedindo que seja visto apenas como reflexão.
Muitos são os equívocos ao tratarem do pensamento de Sócrates e o primeiro deles concerne à inobservância ao fato de que ele nada teria deixado escrito, estando ao nosso alcance restritamente uma perspectiva deixada por seus discípulos, dentre os quais se destaca Platão. De qualquer forma, não deixa de ser sedutora a imagem do sábio que renega a convicção. “Sei que nada sei” : A máxima a ele atribuída traduz a cautela necessária perante a sapiência, já que a certeza é o primeiro passo para a estagnação. Oh Sócrates, se és uma invenção ou um mito demasiado humano, eu não sei, restando-me apenas o deleite em debruçar diariamente sobre a minha ignorância. Assim como vós o fizestes no julgamento, tenho de embriagar-me da cicuta que o mundo nos oferta com suas certezas inventadas. Malditos aqueles que associam inteligência ao poder bélico!
Salto no tempo e no espaço e recorro ao prussiano Friedrich Wilhelm Nietzsche. Muitos, ao contemplarem este nome dirão: Estás a falar de um louco! Eu, no entanto, vos afirmo que se a busca pela verdade resulta na insanidade desejo ser louca eternamente, mesmo sabendo que jamais a alcançarei, já que ela está além do bem e do mal . Esse reducionismo insensato ao legado nietzschiano poderia ser facilmente aniquilado com a célebre frase, escrita pelo próprio filósofo:
“E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música...”
Portanto, se não és capaz de compreender os aforismos nietzschianos, o infortúnio será somente teu! Ressalto ainda que pior que ser incapaz de escutar o mestre é tapar os ouvidos perante vossos ensinamentos. Encerro reiterando que a humanidade insiste em confirmar a máxima "God is dead" , colocando a prepotência acima de todas as coisas, inclusive da natureza. O resultado pode ser facilmente previsto ao analisarmos os desastres ambientais, os conflitos no Oriente Médio ou até mesmo os indicadores econômicos...
São inúmeros os mestres que se dedicaram à “philosophia”, ao verdadeiro amor à sabedoria e dentre eles, opto começar por Sócrates e Nietzsche. A priori vale ressaltar que tal esboço é despretensioso no que tange às formulações acadêmicas, pedindo que seja visto apenas como reflexão.
Muitos são os equívocos ao tratarem do pensamento de Sócrates e o primeiro deles concerne à inobservância ao fato de que ele nada teria deixado escrito, estando ao nosso alcance restritamente uma perspectiva deixada por seus discípulos, dentre os quais se destaca Platão. De qualquer forma, não deixa de ser sedutora a imagem do sábio que renega a convicção. “Sei que nada sei” : A máxima a ele atribuída traduz a cautela necessária perante a sapiência, já que a certeza é o primeiro passo para a estagnação. Oh Sócrates, se és uma invenção ou um mito demasiado humano, eu não sei, restando-me apenas o deleite em debruçar diariamente sobre a minha ignorância. Assim como vós o fizestes no julgamento, tenho de embriagar-me da cicuta que o mundo nos oferta com suas certezas inventadas. Malditos aqueles que associam inteligência ao poder bélico!
Salto no tempo e no espaço e recorro ao prussiano Friedrich Wilhelm Nietzsche. Muitos, ao contemplarem este nome dirão: Estás a falar de um louco! Eu, no entanto, vos afirmo que se a busca pela verdade resulta na insanidade desejo ser louca eternamente, mesmo sabendo que jamais a alcançarei, já que ela está além do bem e do mal . Esse reducionismo insensato ao legado nietzschiano poderia ser facilmente aniquilado com a célebre frase, escrita pelo próprio filósofo:
“E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música...”
Portanto, se não és capaz de compreender os aforismos nietzschianos, o infortúnio será somente teu! Ressalto ainda que pior que ser incapaz de escutar o mestre é tapar os ouvidos perante vossos ensinamentos. Encerro reiterando que a humanidade insiste em confirmar a máxima "God is dead" , colocando a prepotência acima de todas as coisas, inclusive da natureza. O resultado pode ser facilmente previsto ao analisarmos os desastres ambientais, os conflitos no Oriente Médio ou até mesmo os indicadores econômicos...
P.S: O título traduzido do grego significa "sóphos", ou seja, sábio ou instruído.
Karen Fontenele
2 comentários:
Ahhh, minha jornalista preferida!
E assim como eu é uma apaixonada pesquisadora.
E seguindo a doutrina Socrática, admitimos nada saber, para viver na eterna busca do conhecimento.
Porque aqueles que se negam à busca do conhecimento, se tornam simplesmente qualquer coisa.
Ah, Nietzsche é meu amigão. Conversei com ele ontem mesmo.
;)
nossa mto bem dito a busca da sabedoria consiste em tentar se encontrar observando estudando a si e confrontando o resto q tentam ensinar sem nem saber ... como crowley dizia "faca o que tu queres pois a de ser tudo da lei" so se acha sabedoria tentando se intender e buscando dentro de si suas respostas
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