quarta-feira, 11 de junho de 2008

Aquele nosso amor




No silêncio da noite tudo se revela.
E eu, que pensava ter jogado teu nome ao vento, sinto teu perfume por entre os dedos.
Memórias, resquícios de um tempo em que a primavera reinava em nossos corações.
E uma vontade louca de possuir-te novamente em meus braços.
O que fazer se estás distante como o Sol,
Inalcançável como o tempo?
Me restam as lágrimas, os brancos lençóis a sufocar.
Misto de nostalgia e vontade de não mais viver,
Anseio de lançar-me pela janela
Alçar o vôo rumo ao escape

Mas o que seria a morte senão um salto ainda mais distante de ti?
Uma ponte para desvendar os sentimentos que estão em teu coração.
Eu não a quero, desejo simplesmente a ti,
Embora reine a certeza de não mais possuir-te!

Nossa história está lacrada pela dúvida do que poderíamos ter sido...
E ainda assim, continuo aqui:
Negando que te quero,
Escamoteando sorrisos,
Sangrando por dentro.


Sensação de morte-vida,
Luta sem causa,
Espera vã!
Recordação a me consumir
E a certeza de que aquele amor não foi levado pelas ondas do mar...
Bate em meu peito mais forte que outrora,
Esperando pelo dia que nunca chegará.
Silente, ausente.
Karen Fontenele





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