"Sentimento que indubitavelmente move o mundo, na busca intermitente pela essência da gênese. Nos deixa em transe e nos mostra o quão somos frágeis. Tal estado de encantamento tramita diariamente em nosso subconsciente, postando-nos a refletir sobre o propósito da vida. Alguns se põem à imprecá-lo pois inúmeras vezes torna-se sinônimo de nostalgia, principalmente se for unidirecional.Lamentavelmente, no atual contexto mundial, tal sentimento foi transmutado em anacrônico.
É implausível que algo tão sublime seja utilizado como sofisma. Creio que seria ideal se tivéssemos um itinerário do coração de quem amamos, quem sabe assim não seríamos mistificados por falsas promessas.
Quem me dera ser imune a esse sentimento que me inunda! Somente assim não mergulharia na noite dos solitários, buscando no infinito a plena correspondência. Não derramaria sob o crepúsculo o lamento ocasionado por tão nefasto destino."
-> Escrevi esse texto há um ano e dois meses. Alguns disseram que era muito bom, mas muito formal... Talvez eu tenha que escrever com mais clareza em alguns momentos, principalmente no que se refere ao jornalismo, mas creio que ele está muito adequado ao momento em que foi escrito. Considero que o guia da escrita chama-se sentimento. Ao escrever deixo que as palavras fluam de acordo com o estado em que meu espírito se encontra. A clareza e a objetividade estão, neste caso, subordinadas aos meus devaneios. Espero que tenham gostado!
Com carinho,
Karen Fontenele
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