
Quando o assunto é amor, nem sempre somos protagonistas de nossos roteiros. É possível ser coadjuvante, por mais que se clame ao outro a condição de sujeito onisciente. Tudo é ficção. O real é apenas um enquadramento.
Nas tuas mãos, eu viro tudo e nada. Palavras e silêncios da tua narrativa tragicômica. E eis o mais grave: por mais que lhe diga que estou indo embora, poderás me resgatar no parágrafo seguinte, ou quem sabe numa folha de guardanapo de bar.
Semionarrativas sem fim a se cruzarem no infinito.
Um comentário:
Incrivel! Quanta inteligencia!
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