
Pesquisas recentes indicam que mulheres muito estudiosas tendem a não casarem. Primeiramente quero deixar explícito que não me deixo enganar pelas estatísticas, muito menos pelas reportagens. Mas confesso que o tema despertou-me bastante interesse e gostaria de escrever acerca das minhas opiniões frente a essa questão, no entanto sem restringir-me a ela. Leve em consideração minha aceitação frente ao pensamento de Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra.” Assim sendo, minha pretensão não é a de chegar a uma resposta, mas explicitar probabilidades. Segue o texto:
Há muitos anos venho questionando sobre a característica mais importante que uma pessoa deve apresentar para alcançar a felicidade. Na maioria das vezes selecionei a AUTONOMIA como o fator intrínseco àqueles que vivem em harmonia. Também percebi que antes de desejar estar com alguém, deve-se aceitar a si mesmo. Jamais devemos nos subtrair para fazer alguém feliz ou nos importar com a opinião de quem nos rebaixa. Digo isso porque já sofri bastante no passado, acreditando que a aceitação de todos fosse primordial. A realidade é que não aceitava a mim mesma, o que tornava meus dias insustentáveis.
De alguns anos para cá eu consegui transformar minha vida, alcançando vários objetivos que almejava. Então passei a ser admirada por muitos, mas vi que o mais primordial é me admirar, sem esperar que alguém me congratule pelos meus méritos. Hoje sou mais centrada, mais confiante, mais feliz. E foram exatamente os estudos juntamente com as experiências que me forneceram condições para enfrentar o mundo.
Creio que pessoas estudiosas geralmente são mais independentes, não necessitando estar com alguém para serem felizes, pois o conhecimento é instrumento de libertação que, no meu caso, libertou-me de mim mesma, de minhas inseguranças. Sei que não sou perfeita que ainda deixo a desejar em algumas áreas, mas é nisso que consiste a magia da existência: vencer um obstáculo de cada vez.
Quero explicitar também que isso não significa desejar estar sozinha, ate porque acredito na possibilidade de equilibrar a vida emocional com a profissional. Mas isso não quer dizer que abriria mão da minha felicidade pela de terceiros, isso é retrógrado demais na minha concepção, coisa do século passado. Não me é bastante saber que hoje me fazes sorrir, mas sim o fato de estares disposto a não me fazer chorar. Não que eu acredite numa vida sem sofrimento, mas enquanto alguns nos fazem tristes, há milhares desejando nos fazerem felizes.
Pense bastante nisso e valorize as pessoas que estão ao seu redor...
Amanhã pode ser muito tarde para dedicar-se a alguém....
E jamais se esqueça: nada no mundo é eterno... Principalmente no que se refere à humanidade, que tem como característica descartar aquilo que a desagrada...
Karen Fontenele
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